Renováveis – Energia solar atrai investimentos milionários para os próximos anos

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Durante os próximos dois anos vai nascer no concelho de Alcoutim, distrito de Faro, uma enorme central fotovoltaica capaz de produzir eletricidade a partir de energia solar para alimentar 200 mil casas. O arranque da construção está previsto já para para abril. Representando um investimento global de 200 milhões de euros, o projeto Solara4 foi apresentado pelo consórcio internacional formado pelo grupo China Triumph International Engineering Co. e o seu parceiro europeu WELink. Esta central fotovoltaica terá uma capacidade instalada de 221 megawatts e uma produção anual de eletricidade de 383 gigawatts, o equivalente ao consumo anual de uma cidade de 130 mil habitantes, como Leiria ou Coimbra.

Depois da aposta de 200 milhões de euros na nova central solar de Alcoutim, o secretário de Estadoda Energia garante que existem “outras manifestações de interesse” em investir nas renováveis em Portugal.O sol nacional é apetecível e Portugal está cada vez mais na mira de investidores internacionais que querem apostar na energia solar no país.

Os investimentos multimilionários podem multiplicar-se no futuro a partir dos 200 milhões de euros avançados nesta semana por um consórcio sino-irlandês para construir em Alcoutim, no distrito de Faro, a maior central fotovoltaica da Europa, sem recurso a subsídios governamentais e com uma capacidade instalada de 200 megawatts.

A garantia foi dada ao DN/Dinheiro Vivo pelo próprio secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, depois de o empresário chinês Peng Shou, CEO do grupo China Triumph International Engineering Co. (CTIEC), ter anunciado na cerimónia de apresentação da central Solara4, que será construída no Algarve nos próximos dois anos, que o investimento de 200 milhões em Alcoutim é apenas o primeiro de vários projetos de larga escala em Portugal.”Portugal é para nós a mais importante janela de desenvolvimento na Europa. Desejo que através do impulso criado por este projeto, e juntamente com os nossos parceiros portugueses, possamos em vários mercados regionais formar uma estratégia global, e no futuro – nos próximos três a cinco anos – atingir uma capacidade acima de um gigawatt em parques fotovoltaicos”, disse Peng Shou.

Ou seja, cinco vez mais do que a produção de eletricidade prevista para Alcoutim, num espaço temporal entre 2020 e 2022.Quanto aos valores de investimento, o CEO do grupo chinês avançou também que podem mesmo chegar até dez vezes mais do que o montante inicial do projeto Solara4.

A cumprir-se esta expectativa, o investimento chinês na energia solar e também eólica em Portugal poderá atingir os dois mil milhões de euros. No lançamento do projeto Solara4, Ajmal Rahmen, chairman do grupo irlandês WELink (parceiro europeu do grupo chinês CTICE), confirmou a intenção de investir “três mil milhões de dólares em energia solar até 2030”.”Temos em Portugal, na área do solar, outras manifestações de interesse muito grandes, que andam por esses valores, de empresas que têm vontade de investir, que acham que Portugal tem este potencial, que o governo lhes criou as condições e lhes deu a confiança para investir.

Da nossa parte estamos a assegurar que o país tenha as melhores condições possíveis para acolher esses investimentos, com uma incorporação nacional”, disse Jorge Seguro Sanches em declarações ao DN/Dinheiro Vivo, esclarecendo que, além dos investidores chineses, há interesse proveniente de outras geografias mundiais.Com um valor previsto abaixo dos 50 euros por megawatt/hora para a eletricidade que resultará da central voltaica de Alcoutim, o secretário de Estado confirmou também “um impacto muito importante na redução dos custos da energia em Portugal, logo que estes projetos estejam em funcionamento”. Na prática, as centrais solares não subsidiadas significarão no futuro uma fatura de eletricidade mais baixa para os consumidores, um cenário que foi também confirmado pelo ministro da Economia. Manuel Caldeira Cabral considerou ainda que “a produção de energia elétrica, a partir de energia solar, pode ser quatro a cinco vezes maior” do que a atual, e sublinhou que a “zona do Sul do país é uma zona muito favorecida pelo sol” e com boas condições para estes projetos.Com 212 dias sem chuva em 2016, de acordo com a Pordata, Portugal tem um “sol extraordinário” e é o “primeiro país da Europa a ter investimento em centrais solares não subsidiadas”, sublinhou o secretário de Estado da Energia, concluindo: “Com estes investimentos podemos continuar a ser líderes nas renováveis.”

Fonte: http://www.dn.pt/dinheiro/interior/energia-solar-atrai-investimentos-milionarios-para-os-proximos-anos-5705639.html

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