Mais de 9 mil brasileiros já estão aproveitando os benefícios da geração própria de energia

0
1151

No Brasil todo, 9.377 unidades consumidoras de energia elétrica estão aproveitando os benefícios da geração própria de energia elétrica, por meio da micro e da minigeração distribuídas a partir de 8.406 sistemas instalados. Juntos, eles representam mais de 96 megawatts de potência instalada. O tema é regulado pela ANEEL, por meio da Resolução Normativa nº 482/2012.

A Resolução Normativa nº 482, que trata da regulação da micro e mini geração distribuída, foi homologada pela ANEEL em abril de 2012, tendo como objetivo viabilizar o mercado da geração distribuída para determinadas fontes e certas capacidades, e estabelecer diversas definições, entre elas o Sistema de Compensação de Energia Elétrica. Este permite ao acessante injetar o excedente de energia elétrica na rede de distribuição definido com um crédito, e este crédito será abatido da conta de energia elétrica ao final do mês.

Os sistemas de energia solar fotovoltaico atingiram 98,86% das conexões com a rede de distribuição, com uma potência instalada de aproximadamente 64,61 MW. Os clientes residenciais foram responsáveis por 78,8% dos sistemas de microgeração instalados no Brasil.

Ao gerar a própria energia a partir de qualquer fonte renovável (por meio de painéis solares ou pequenas turbinas eólicas, por exemplo), o consumidor alia economia financeira e consciência socioambiental.

Condições de adesão

Compete ao consumidor a iniciativa de instalação de micro ou minigeração distribuída. O consumidor precisa procurar uma empresa qualificada para elaborar o projeto e dar entrada na regularização do sistema junto à concessionária de energia. Após a aprovação do projeto, a empresa poderá realizar a instalação do sistema e solicitar a vistoria da concessionária para instalação do medidor bidirecional de energia.

Portanto, o consumidor deve analisar a relação custo/benefício para instalação dos geradores, com base em diversas variáveis: tipo da fonte de energia (painéis solares, turbinas eólicas, geradores a biomassa, etc), tecnologia dos equipamentos, porte da unidade consumidora e da central geradora, localização (rural ou urbana), valor da tarifa à qual a unidade consumidora está submetida, condições de pagamento/financiamento do projeto e existência de outras unidades consumidoras que possam usufruir dos créditos do sistema de compensação de energia elétrica.

Por fim, é importante ressaltar que, para unidades consumidoras conectadas em baixa tensão (grupo B), ainda que a energia injetada na rede seja superior ao consumo, será devido o pagamento referente ao custo de disponibilidade – valor em reais equivalente a 30 kWh (monofásico), 50 kWh (bifásico) ou 100 kWh (trifásico). Já para os consumidores conectados em alta tensão (grupo A), a parcela de energia da fatura poderá ser zerada (caso a quantidade de energia injetada ao longo do mês seja maior ou igual à quantidade de energia consumida), sendo que a parcela da fatura correspondente à demanda contratada será faturada normalmente.

Publicidade